quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Contra os Modernismos


A Revolução, Modernismo e Estado Social actual é um deicídio social; e o deicídio gera o suicídio; como disse muito bem Nicolas. A sociedade de hoje, querendo matar Deus, embora não o pudesse alcançar, não podia deixar de cair no suicídio, é como o homem desesperado, que apodrecido nas paixões se trucida e mata. Neste tempo excelentíssimo nas misérias Vítor Hugo escreveu Os Miseráveis, ele, que com os da sua Escola têm feito tanta e tamanha a miséria! Vitor Hugo, sempre o roi de la blague, sem que entremos no mérito humano com que ele tratou dos miseráveis ou da miséria, é certo ter faltado naquela publicação a homenagem rasgada, que olha as misérias da Terra e as riquezas no Céu e do Céu, como a prestou o ascético e clássico Bernardes na sua obra As Misérias do Homem. Só à Religião, e Religião Verdadeira, é dado o sarar por inteiro as chagas consequências do pecado no moral do homem, no moral da sociedade. A Filantropia, as Religiões calcadas mais humanamente ou menos, podem fornecer narcóticos que adormecem passageiramente mais na dor que a dor, porém fazer desaparecer esta, ou curá-la pela Conformidade lá para sempre, isto é exclusivo de uma só Medicina, qual é a Doutrina que Jesus Cristo ensinou e segue a Sua Igreja. O Redentor não veio ao mundo fazer concurso com outros homens. Disse: "Eu sou a estrada, a verdade e a vida!" Renan mesmo, negando a Divindade de Jesus, não disse que tinha havido um homem melhor e um filósofo maior que O Nazareno. No decálogo está a salvação da Sociedade; na Igreja a Mãe, que nos ensina e dá ensino e auxílio à Sociedade no conhecimento e desenvolvimento dos Dez Mandamentos. Vemos os Hebreus ou Judeus nos nossos dias, e cumprindo-se neles a Profecia da dispersão; vemos os dissidentes do Cristianismo, invocando Cristo num momento, mas desprezando a Economia de Cristo em todos os outros e cada vez mais; vemos o Modernismo mais ímpio ainda quando moderníssimo do que quando moderno; vemos, que só o Catolicismo, a Igreja Docente e a Discente, fazendo a segunda pela Obediência um só corpo com a primeira; vemos, repetimos, que só o Catolicismo faz verdadeira barreira ao mal e verdadeiramente ensina o bem; logo só este pode salvar a Sociedade. Um dos característicos da Verdade é o haver uma única situação contrária na qual se acham unidos os dissidentes de ela em toda a espécie, e esta situação é a da guerra comum ao inimigo comum Veritas; é justamente o que vemos com relação à Verdade Católica. Ainda no Estado Social actual o desvario e a loucura não chegaram ao ponto de se dizer absolutamente não quero a Verdade, se bem que lhes basta uma verdade feita à imagem e semelhança de todos os erros! ao mesmo tempo a Verdade Verdadeira está patente e evidente, mas o tal Estado Social despreza-a, prova juris et jure de que é menos a cegueira da inteligência do que a corrupção do coração de onde procedem os males da época; aqui bate o ponto.

_______________________________

Fonte: D. António de Almeida, Estado Social nos fins do Ultimo Quartel do Século XIX, Lisboa, 1880.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O Juramento Antimodernista







O Juramento Antimodernista

Ego N. firmiter amplector ac recipio omnia et singula, quae ab inerranti Ecclesiae magisterio definita, adserta ac dedarata sunt, praesertim ea doctrinae capita, quae huius temporis erroribus directo adversantur.

Receba nossas atualizações no seu email: